Filipe La Féria

Iniciou a sua actividade teatral, em 1963, como actor no Teatro Nacional, com Amélia Rei Colaço tendo ainda integrado as companhias do Teatro Estúdio de Lisboa, Teatro Experimental de Cascais e Teatro da Cornucópia. Foi director do Teatro da Casa da Comédia, durante 16 anos, onde encenou, entre outros, "Faz Tudo, faz tudo, faz tudo!”, “A Paixão Segundo Pier Paolo Pasolini", "A Marquesa de Sade", "Eva Péron", "Savanah Bay", "A Bela Portuguesa", "Electra" ou a "Queda das Máscaras", "Noites de Anto" e "A Ilha do Oriente", revelando autores como Marguerite Yourcenar, Mishima, Marguerite Duras ou Mário Cláudio.

Em 1990 escreve e encena "What Happened to Madalena Iglésias" e aceita o convite como autor, encenador e cenógrafo de "Passa por Mim no Rossio" no Teatro Nacional D. Maria II, encenando, posteriormente no mesmo Teatro, "As Fúrias de Agustina Bessa-Luís". Dirige, em Bruxelas, o espectáculo inaugural da Europália (1991), e em Sevilha, o Dia de Portugal na Expo Sevilha’92.

Estudou encenação em Londres como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e foi professor universitário durante mais de uma década, onde regeu a cadeira de "Arte e Imagem" na Universidade Independente. Foi premiado várias vezes pela crítica da Casa da Imprensa, Secretário de Estado da Cultura e vários órgãos de comunicação social como autor, encenador e cenógrafo. No décimo aniversário do 25 de Abril, a Associação Portuguesa de Críticos premeia-o como uma das personalidades que mais se destacaram no Teatro. Foi condecorado Comendador com a Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República, Dr. Mário Soares e em 2006 recebe nova condecoração, a Grã-Cruz da Ordem do Infante, atribuída por outro Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, tendo ainda sido condecorado com a Medalha de Ouro da cidade de Lisboa.

Ganhou os Globos de Ouro dos melhores espectáculos com "Amália" no ano de 2000, "My Fair Lady" em 2003, "Música no Coração" em 2006 e "West Side Story" em 2009. Entre os muitos musicais que já escreveu, adaptou e encenou peças como "Passa por Mim no Rossio", "Maldita Cocaína", "Música no Coração", "Amália", "My Fair Lady", "A Canção de Lisboa", "West Side Story", "Jesus Cristo Superstar", "Um Violino no Telhado", "Piaf", "A Gaiola das Loucas", "Annie" e "Fado - História de um Povo".

Na área infantil, destacam-se peças como "A Menina do Mar" de Sophia de Mello Breyner Andresen, "Alice no País das Maravilhas" de Lewis Carroll, "A Estrela" de Virgílio Ferreira e "O Principezinho", o célebre livro de Antoine Saint-Exupéry. Em 2009, faz a adaptação para teatro do clássico do cinema "O Feitiçeiro de Oz" e um ano depois, a adaptação da série televisiva "O Sítio do Picapau Amarelo" num espectáculo visto por milhares de crianças que regressaram ao Teatro Politeama para assistirem ao musical infanto-juvenil, "Pinóquio", no mesmo ano em que faz a revisão da sua carreira em "O Melhor de La Féria" no Casino Estoril e encena "Judy Garland - O Fim do Arco-íris" e "Uma Noite em Casa de Amália", um texto de sua autoria.

Vinte anos depois de revolucionar o teatro musical com o histórico "Passa por Mim no Rossio", regressou a este género tão querido do público português com um musical que passa em revista a nossa actualidade política, económica e social com uma crítica acutilante e mordaz, plena de humor e música, e uma coreografia arrojada na comemoração dos 100 anos do Politeama num espectáculo que revisitou a arte de ser português: uma "Grande Revista à Portuguesa" que lhe valeu o Prémio de Homem do Ano na área do Teatro da Revista GQ. Após o sucesso de "Portugal à Gargalhada", "A República das Bananas", “As Árvores Morrem de Pé” de Alejandro Casona com os mais notáveis actores portugueses e “O Musical da Minha Vida” que esgotou todas as sessões no Casino Estoril. Filipe La Féria estreia agora “Amália” que foi apresentado ao longo de 6 anos com 3 milhões de espectadores.